21 de dezembro de 2009

zumbi

Em seu rosto olheiras visíveis de noites não dormidas, por sua mente
viciada não saber parar de sonhar, pensar...
Suas pálpebras pesadas de sono,
um sono tão acumulado quanto as noites em branco
a olhar para o teto, a sentir o escuro, o vazio.
Os olhos vermelhos, que ardem ao piscar
por sono ou por algumas lágrimas solitárias que escorreram por seu rosto
uma a uma, lágrimas tristes que outrora foram trocados por seu riso, seu sorriso...
Seu corpo pesado, cansado de carregar um saco cheio de carências e de solidão.
O ar que toca seu rosto, e que a faz respirar, agora inútil.
Mãos, pernas, boca, todo seu corpo, sua vida, sua existência...
Seu coração, tudo tão e totalmente vazio, inútil e insignificantes